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sexta-feira, 28 de abril de 2017

Bandidos ameaçam praticar novos atentados em Fortaleza nesta sexta-feira de protestos


Aerolândia - fogo
Na semana passada, uma onda de ataques a ônibus parou Fortaleza e desafiou o governo
Novos áudios postados nas redes sociais ameaçam a deflagração de mais atentados em Fortaleza e sua região metropolitana nesta sexta-feira (28), dia que deverá ser marcado por protestos políticos  contra as reformas trabalhista e previdenciária.  Nas gravações, supostos integrantes de facções criminosas  mandam as pessoas permanecerem nas suas casas, evitando as ruas onde podem acontecer ações criminosas.
Numa das gravações que vazaram nos últimos dois dias, um homem chega a citar o bairro Messejana, na zona Sul de Fortaleza, como um dos locais onde podem acontecer tais ações criminosas, como assaltos, arrastões e até mesmo assassinatos. “Dia 28 vocês não saiam de casa. O bagulho (situação) vai ficar tenso, vai ficar tenebroso. Se for sair na rua, saia sem nada. Dia 28 é o dia da morte. Vai ter arrastão. Vamos invadir é tudo”.
Prisões
As ameaças de ataques criminosos nesta sexta-feira de protestos são semelhantes àquelas que foram espalhadas em Fortaleza durante a semana passada, quando bandidos por ordem de uma facção praticaram vários atentados, queimando ônibus em série e metralhando fachadas de delegacias da Polícia Civil.
A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) não se manifestou acerca das novas ameaças, se estas têm ou não veracidade. Por ocasião dos ataques aos ônibus e outros atentados, o secretário André Costa foi enfático. “Ninguém vai sair impune disso tudo”, avisou. A Polícia acabou prendendo 17 suspeitos de envolvimento nas depredações e atentados.
OUÇA UM DOS ÁUDIOS AMEAÇADORES:

FONTE: http://blogdofernandoribeiro.com.br/

Negociação para fim dos atentados em Fortaleza teve até comemoração no presídio

Carrapicho 40
A negociação isolou no Carrapicho os detentos membros da facção Guardiões do Estado (GDE)
O recente acordo fechado entre bandidos de uma facção criminosa  e representantes do Estado foi intensamente comemorado nas galerias de um dos presídios mais superlotados e tensos da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), o Carrapicho, localizado nas proximidades do Lixão de Caucaia.
O presídio estadual, cuja denominação oficial é Unidade Prisional Desembargador Adalberto de Oliveira Barros Leal, abriga, atualmente, mais de mil detentos e cerca de 70 deles se dizem integrantes da facção criminosa Guardiões do Estado (GDE).  Um vídeo postado nas redes sociais mostra a comemoração deles após o acordo que possibilitou separá-lo dos demais presos membros de duas facções rivais, a Família do Norte (FDN) e o Comando Vermelho (CV).
Atentados
Os presos aparecem sendo liderados por dois jovens. Todos rezam e gritam e respondem aos gritos de guerra da facção que teria sido a responsável por ordenar a onda de atentados em Fortaleza e na RMF na semana passada. O acordo foi cumprido, porém, em parte. Na verdade, a GDE está reclusa, em sua quase totalidade, noutro presídio da Grande Fortaleza, a Casa de Privação Provisória da Liberdade Professor Clodoaldo Pinto, a CPPL 2, integrante do Complexo Penitenciário  em Itaitinga.
A demonstração de força da organização criminosa deixou as ruas de Fortaleza vazias por, ao menos, dois três da semana passada (quarta, quinta e sexta-feiras), somente voltando à normalidade no sábado, com o fechamento do acordo de uma futura transferência e o imediato isolamento da GDE das demais facções presentes no Carrapicho.  
O governador Camilo Santana (PT) negou ter feito o acordo. “O Governo não recuará um milímetro”, bradou. No entanto, o Ministério Público Estadual, através da Procuradoria Geral de Justiça (PGR), confirmou. Um grupo de promotores de Justiça esteve no presídio e dialogou com os detentos buscando uma solução para o entrave.
A presença dos representantes do MP aconteceu no fim de semana e, sintomaticamente, na segunda-feira, os membros da facção postaram nas redes sociais um “salve Geral” (comunicado) conclamando aos membros da GDE que estão fora das cadeias a cessar os atentados, principalmente a queima de ônibus do transporte coletivo da Capital. De lá até agora não foram registrados mais incidentes.
FONTE:  http://blogdofernandoribeiro.com.br/

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