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quinta-feira, 8 de junho de 2017

Alunos da USP criam veículo capaz de rodar o país com R$ 5

Alunos da Escola de Engenharia querem melhorar protótipo que detém recorde na Shell Eho-Marathon.
lunos da Escola de Engenharia da USP São Carlos (EESC) trabalham no aperfeiçoamento de um protótipo automotivo de altíssima eficiência movido a energia elétrica. Segundo os estudantes, o veículo seria capaz de atravessar o país carregando uma pessoa, do Oiapoque ao Chuí, com apenas R$ 5 de combustível.

Em 2013, os alunos construíram o Faísca, que detém o recorde nacional e segundo lugar no mundo na Shell Eho-Marathon, competição organizada nos Estados Unidos para estudantes. Agora, os futuros engenheiros da USP desenvolvem um novo protótipo, o Venturo. A ideia é deixá-lo ainda mais leve para rodar mais com menos combustível. O projeto, cujo valor aproximado é de R$ 20 mil, deve ser concluído até o início de julho.


Carro elétrico

O Faísca é um carro de três rodas impulsionado por um motor de indução instalado diretamente na roda traseira para evitar perdas na transmissão da potência. Ele é movido a energia elétrica provida por uma bateria de íon-lítio, instalada atrás do banco do piloto.

O veiculo é carregado por um cabo que é ligado em qualquer tomada padrão, 110V ou 220V. O procedimento demora cerca de duas horas e o carro consegue rodar aproximadamente uma hora e meia a uma velocidade de até 20 km/h.


Eficiência

Tanto o Faísca quanto o Venturo são protótipos de eficiência energética, mas de gerações diferentes. As maiores vantagens competitivas do novo modelo, inteiramente em fibra de carbono, são os estudos aerodinâmicos e de rigidez estrutural, evitando perdas.


Para transformar os veículos em protótipos urbanos, para que pudessem circular pelas ruas por exemplo, seria necessário equipá-los com acessórios e enquadrá-los às leis de trânsito brasileiras. O maior problema, entretanto, seria autonomia de rodagem e a demora para recarregar a bateria.

"Uma solução para esse problema seria uma rede de postos onde as baterias funcionariam como 'garrafas retornáveis'. O motorista entrega uma bateria vazia e recebe uma cheia. Há algumas iniciativas do tipo sendo testadas pelo mundo", explicou o estudante João Guilherme Cabeça.


Venturo

Venturo significa futuro, que simboliza a nova identidade da equipe. O grupo é formado por 40 alunos divididos em seis equipes, explicou o diretor da equipe, Hermano Esch, aluno do terceiro ano de engenharia mecânica.

Os alunos utilizam o laboratório do Núcleo de Manufatura Avançada da USP (Numa) e captam dinheiro com as comissões de graduação. A maior parte das ajudas extrauniversidade tem sido com produtos e serviços e ajuda técnica. O grupo tentam parcerias que envolvem cursos e conhecimento técnico.

"Nosso foco na universidade é gerar pessoas conscientes e gerar conhecimento também. Estamos preocupados com a sustentabilidade e no modo como pensamos e construímos o carro, o quanto ele impacta de fato no ambiente. A ideia é um veículo que agrida cada vez menos", disse Esch.

Fonte: G1

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Sem regalias! Globo reduz custos com Galvão Bueno


Um dos apresentadores com maior salário na TV Globo - e no Brasil -, Galvão Bueno já não tem tantos privilégios dentro da emissora. Há cerca de dois anos, o canal tem cortado gastos, diminuindo regalias do veterano.
Em transmissões de Fórmula 1, por exemplo, o narrador costumava ir aos países que sediavam as corridas. Agora, ele trabalha do Brasil, comentando as provas por imagens em um estúdio. O mesmo tem acontecido com futebol.
No último fim de semana, Galvão acompanhou a final da Liga dos Campeões bem longe do País de Gales, onde jogaram Real Madrid e Juventus. Em 2015, o famoso estava em Berlim, na Alemanha, para o último jogo daquela temporada.
Segundo o blog da jornalista Keila Jimenez, em tempos de crise a ordem na Globo é diminuir custos. Agora, apenas alguns repórteres são enviados para lugares distantes, quando há necessidade de cobertura do evento no local onde ele é realizado.