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quinta-feira, 15 de junho de 2017

Pernambuco tem o mês de maio mais violento dos últimos 5 anos


O Estado já contabiliza 2.495 casos em 2017 (Foto: Bernardo Soares/JC Imagem)

O balanço dos Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) do mês de maio trouxe à tona uma notícia nada animadora para os pernambucanos. Apesar do período ter sido menos violento do que o mês de abril deste ano, com redução de 13,9% na média diária, os dados da Secretaria de Defesa Social do Estado (SDS) revelam que o último mês não foi só o mais violento em relação ao mesmo período no ano passado, mas sim dos últimos cinco anos. Em maio de 2016, foram 319 casos contra 457 neste ano. No geral, até agora em 2017, o Estado já contabiliza 2.495 casos de homicídios. Em 2016, neste mesmo período de cinco meses, foram registrados 1.727 homicídios, o que representa um aumento de 44,4% no atual período.

Segundo o secretário Angelo Gioia, que admitiu durante coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (14) o "elevado patamar" de crimes letais contra a vida no Estado, “O trabalho das polícias vem dando resultados importantes, quebrando uma longa sequência de meses de ascensão dos CVLIs desde 2014, quando a hierarquia e a disciplina foram subvertidas dentro das corporações".

Se levado em considerações os meses de 2017, a análise da SDS é acertiva por realmente o Estado ter apresentado reduções nos dados de abril, com 35 assassinatos a menos em relação a março (com total de 549 CVLIs) e do mês de maio em relação a abril do mesmo ano, com redução de 13,9% dos crimes.

Entretanto, seguindo os dados disponibilizados pela própria SDS nos informes mensais de conjuntura criminal em Pernambuco, o aumento da criminalidade letal no Estado fica evidente.

De 2012 a este ano, pelo menos nos meses de maio, a taxa de CVLIs aumentou. Em maio de 2016 foram 319 casos; em 2015, 311; em 2014, 322. 2013 apresentou 272 casos, enquanto 2012 teve 290.
Outros dados de maio de 2017



Ainda segundo o balanço divulgado pela SDS, em maio, foram registrados 1.699 ocorrências de roubos de veículos, contra 1.780 em abril, representando uma redução de 7,63%.

Com relação aos furtos, a queda foi maior: 10,47% (556 em maio contra 601 em abril). Na contabilidade dos bancos, não houve alteração nos roubos a agências bancárias (2 para cada mês), arrombamentos a caixas eletrônicos (também 2 em cada mês) e assaltos a carro-fortes (1 em maio e 1 em abril).

Nos Crimes Violentos contra o Patrimônio (CVP), houve uma leve redução considerando a média diária. Foram 326 ocorrências por dia no mês de maio, contra 330 cada dia do mês anterior (queda de 1,48%).
Ônibus

No recorte dos roubos a ônibus, maio registrou 105 assaltos a coletivos, contra 102 no mês anterior. A média diária, no entanto, manteve-se praticamente estável, com 3,39 contra 3,40 no mês de abril.

No período de maio, considerando todas as modalidades criminosas, as polícias prenderam 3.009 pessoas, dos quais foram cumpridos 494 mandados de prisão, 2.062 em flagrante delito e apreenderam 453 menores por atos infracionais.
Fonte: JC Online

Mulher morta ao lado de bicheiro em quarto de hotel na Barra da Tijuca era PM


Franciene em foto de seu perfil em rede soci
al Foto: Instagram / Reprodução
Ana Carolina Torres, Célia Costa, Fabiano Rocha e Marcos Nunes
Foi identificada como sendo a soldado da Polícia Militar Franciene de Souza a mulher morta ao lado do bicheiro Haylton Carlos Gomes Escafura, de 37 anos, filho do contraventor José Caruzzo Escafura, o Piruinha. Os corpos estavam num quarto no oitavo andar do Hotel Transamérica, na Avenida Gastão Senges, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. A Divisão de Homicídios (DH) analisa imagens do circuito de câmeras do local para tentar identificar os assassinos.
Segundo o comando da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), Franciene era lotada no 23º BPM (Leblon) e atualmente estava trabalhando na unidade da Rocinha, na Zona Sul. Ela estava na Polícia Militar desde 2014.
Haylton Carlos Gomes Escafura
Haylton Carlos Gomes Escafura Foto: Divulgação
O crime foi por volta das 4h30. Após os disparos, policiais militares do 31º BPM (Recreio dos Bandeirantes) foram acionados. Os corpos de Franciene e de Haylton estavam no banheiro. O Batalhão de Operações Especiais (Bope) fez uma varredura no local, mas não localizou suspeitos.
Segundo o delegado Fábio Cardoso, titutar da Divisão de Homicídios da Capital, os assassinos — todos encapuzados — entraram pelo estacionamento do hotel. Eram pelo menos três. Um teria ficado no carro. Outros dois foram pela escada até o apartamento onde estava o casal. Ainda de acordo com o delegado, Haylton e Franciene tentaram fugir dos executores e entraram no banheiro, onde foram baleados.
— Trabalhamos com a hipótese de que ele era o alvo dos bandidos — disse Cardoso, que não deu detalhes sobre a natureza do relacionamento entre o bicheiro e a policial.
Franciene com a camiseta que faz parte do uniforme da PM
Franciene com a camiseta que faz parte do uniforme da PM Foto: Instagram / Reprpodução
Parentes de Haylton estiveram no local no hotel, onde o contraventor era morador e não hóspede. Os corpos das vítimas passarão por uma necrópsia no Instituto Médico Legal (IML).
Preso na 'Black Ops'
Haylton havia sido preso em junho de 2012, durante a operação "Black Ops", da Polícia Federal, acusado de envolvimento com a máfia dos caça-níqueis do Rio. Condenado a 15 anos e quatro meses de prisão, ele havia ficado oito meses foragido da Justiça.
Segundo investigações, Haylton e sua quadrilha usavam a venda de carros de luxo para lavar o dinheiro da contravenção. Na época, músicos e jogadores de futebol ficaram na mira da polícia. O bando foi acusado de contrabando, comércio ilegal de pedras preciosas, formação de quadrilha e evasão de divisas.
extra.globo.com/