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terça-feira, 13 de junho de 2017

PM indicia capitão por lesão corporal grave contra estudante agredido em protesto

 Augusto Sampaio de Oliveira Neto foi indiciado por lesão corporal grave contra estudante em protesto (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)
Augusto Sampaio de Oliveira Neto foi indiciado por lesão corporal grave contra estudante em protesto

A Polícia Militar (PM) indiciou, nesta segunda-feira (12), o capitão Augusto Sampaio por lesão corporal grave contra o estudante Mateus Ferreira, de 33 anos, cometida durante um protesto em Goiânia. O policial segue afastado das ruas e exercendo funções administrativas. Ele já havia sido indiciado pela Polícia Civil por abuso de autoridade.
"De acordo com as provas testemunhais, imagens e o depoimento do próprio investigado, constata-se que ele agiu sem a intenção de produzir o resultado morte. Ele produziu incapacidade laboral por mais de 30 dias, o que configura a lesão corporal grave".
O Inquérito Policial Militar (IPM) tem 597 páginas e ouviu 26 pessoas. Porém, a PM não deu detalhes sobre os depoimentos.
Os policiais também utilizaram o laudo de lesão corporal indireto, já que Mateus recebeu alta ambulatorial, mas não médica. Assim que o estudante tiver condições, ele deverá fazer o exame complementar para que seja anexado aos autos.

Estudante Mateus Ferreira foi agredido por PM durante protesto em Goiânia (Foto: Reprodução/TV Globo)
Estudante Mateus Ferreira foi agredido por PM durante protesto em Goiânia

Agressão - O caso aconteceu no dia 28 de abril, durante uma manifestação contra as reformas Trabalhista e Previdenciária, no Centro de Goiânia. Após ser atingido por um cassetete, Mateus foi socorrido por outros manifestantes, que o colocaram em cima de uma placa onde recebeu atendimento do Corpo de Bombeiros.
Em seguida, o estudante foi levado para o Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), onde ficou internado por 18 dias, sendo 11 deles na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
O estudante passou por duas cirurgias. Na primeira, os médicos retiraram pedaços do osso quebrado. O segundo procedimento foi para reconstruir a parte afetada pela pancada na testa. Para isso, foram usados pinos e cimento ortopédico.

Foto: (Arquivo pessoal/Luiz da Luz)
Inquérito da Polícia Civil - A Polícia Civil também investigou o caso e indiciou o capitão da PM Augusto Sampaio por abuso de autoridade
Como o inquérito militar, a investigação da Polícia Civil também concluiu que não houve tentativa de homicídio, levando em consideração que os dois não se conheciam e que o Mateus não era o alvo do policial.
A Polícia Civil ainda investiga os casos de depredação ao patrimônio que aconteceram no dia do protesto. No entanto, ressaltou que, após a análise das imagens e de ouvir dezenas de testemunhas, a polícia concluiu que Mateus participava do ato de forma pacífica e não efetuou qualquer tipo de depredação.